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Ações pastorais e estratégicas para a Pastoral do Dízimo
Invista em ações pastorais e estratégicas para obter resultados significativos com o dízimo em sua comunidade
22 abril, 2021 por
Ações pastorais e estratégicas para a Pastoral do Dízimo
Micheli Ferreira
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Uma das grandes preocupações discutidas nas diversas comunidades paroquiais está em torno de quais ações devem ser tomadas para obtenção de recursos financeiros, e o dízimo entra em cena como uma das formas de captação de recursos.  Obviamente tem-se visto muitas explicações, orientações e atenção à Pastoral do Dízimo. Porém, como se pode encarar esta pastoral? Como uma pastoral de evangelização ou como um setor de arrecadação de recursos?

Desde o Antigo Testamento, já no livro de Genesis, a partir da história de Caim e Abel (Gn 4,3-4) e no decorrer da caminhada do povo de Deus, já se referia a participação de um povo em gestos para devolver, ofertar, reconhecer e tantos outros que levassem os mesmos reconhecerem que tudo que possuía, era concedido por Deus. E para merecer, era preciso se comprometer com Ele de forma visível por meio das ações materiais. Contudo, Jesus vê nos pequenos gestos de cada homem uma forma de expressão do seu amor a Deus e aos irmãos (Lc 16,10-11).

Sendo assim, não se pode encarar a Pastoral do Dízimo como uma equipe de captação de recursos, mas, percebe-se que os resultados do dízimo são provenientes de uma ação evangelizadora.

Se o dízimo ainda não é a única forma de sustentação da Igreja, ele deve ser a principal. Por isso, se faz urgente além de ações pastorais e evangelizadoras, ações estratégicas na gestão paroquial.

Orientações e dicas imprescindíveis que devem ser aplicadas  

Ação Pastoral 
  1. Conquiste o máximo possível de pessoas para se tornarem agentes para a Pastoral do Dízimo, de acordo com o número de dizimistas. Sugere-se de 1 a 2 agentes para cada múltiplo de 10 dizimistas;


  2. Ofereça um curso de formação para os novos agentes levando os mesmos a entenderem sobre o significado  do dízimo (espiritualidade, história, conceito, bíblia, pastoral, etc);


  3. Escolha entre os agentes aqueles que irão ser os missionários da pastoral e que também irão fazer parte da equipe que irá visitar periodicamente os dizimistas (lembrando: se na paróquia existem 70 dizimistas deve ter no mínimo 7 missionários, 1 para cada 10 dizimistas) levando-os uma palavra e/ou uma lembrança da paróquia. Recomendando que os mesmos não deverão recolher o dízimo das pessoas em casa;


  4. Da mesma forma escolha entre os agentes, aqueles que irão fazer parte da equipe de plantão. Pessoas que tenham como perfil, o bom atendimento e acolhida, e que tenham credibilidades e reconhecidas na comunidade;


  5. Em acordo com o pároco, convide os funcionários da paróquia e os demais líderes de pastorais, movimentos e comunidades eclesiais para também participarem de uma formação sobre o dízimo, assim toda a liderança paroquial poderá compreender e colaborar com a pastoral;


  6. Juntamente com os catequistas implantar o dízimo mirim na paróquia;


  7. Ainda juntamente com os catequistas, incluir as reflexões sobre o dízimo nos encontros de catequese de jovens e adultos para a Crisma e Batismo e nos cursos de pais e padrinhos;


  8. Escolha a cada mês um dia para ser dedicado ao dízimo, com ações litúrgicas, testemunhos, ludicidade e reflexões sobre o assunto;


  9. Crie um ou mais encontro ao ano para todos os dizimistas, com temas específicos, animação e, principalmente, com apresentação das ações que o dízimo tem realizado na paróquia;


  10. Envolva os dizimistas que ainda não fazem parte na comunidade paroquial em grupos, pastorais e movimentos.

Estratégias na gestão

  1. Antes de qualquer coisa, é necessária a instalação de um programa de informática para criação de um banco de dados para os fiéis dizimistas (assim facilitará na execução pastoral e no controle financeiro);

  2. Anualmente elabore uma pesquisa de satisfação, para saber dos fiéis dizimistas se existem também insatisfações e como corrigi-las;

  3. Elabore também uma pesquisa de opinião, levantando sugestões dos mesmos nas questões de horários, espaços físicos, pessoal, etc;

  4. Valorize o conselho econômico paroquial e das comunidades, para que haja uma gestão participativa;

  5. Elabore uma forma de prestação de contas mais segura para a realidade paroquial;

  6. Criação de caixa único, evitando diversas campanhas na comunidade paroquial, especialmente por meio das pastorais e movimentos;

  7. Capacitação dos funcionários no atendimento aos dizimistas e demais fiéis;

  8. Onde for possível, seja criada uma secretaria especifica para elaboração de material, mala direta, correspondências, atenção aos aniversários, de casamento, nos momentos de dores, entre outras ocasiões, tudo isso em acordo com a equipe missionária da Pastoral do Dízimo;

  9. Investimento na dimensão social e não somente na religiosa e missionária;

  10. Uso da internet e das redes sociais como meio importante de comunicação para os dizimistas.

Todas essas ações e estratégias e tantas outras mais que aqui não foram descritas, ajudarão na conscientização e, principalmente, no processo de lembrança dos fiéis dizimistas, pois muitos deles depois que passam do mês da devolução, ficam inibidos e não voltam mais a devolver. Tudo isso por falta de uma ação permanente, de uma maior acolhida e de uma formação bíblica e cristã a respeito do dízimo.

É bom sempre lembrar: o Catecismo da Igreja Católica no nº 2043 diz o seguinte: "Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja". O Código de Direito Canônico no Cân. 222 diz: "Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros".

No entanto, o essencial está em compreender o que é o dízimo e qual o papel do cristão na comunidade - Igreja e na sociedade. É sempre bom lembrar: no livro Estudos da CNBB Nº 8 – Pastoral do Dízimo, publicado após Assembleia dos Bispos do Brasil em 1974 (o único sobre o dízimo até esta data) sugere que o dízimo deve ser administrado por um grupo de leigos eleitos pela própria comunidade, e nunca pelo padre ou alguém de sua confiança, e é preciso que estes mesmos representantes constantemente prestem contas à comunidade, porque é indispensável que a comunidade tenha conhecimento dos pormenores da arrecadação e da sua aplicação, evitando que se crie uma suspeição maléfica e danosa para o próprio sistema e para a Igreja em geral.

O dízimo é por natureza a maior forma de captação de:

  • Recursos humanos: pois trazemos o fiel para o seio da comunidade;

  • Recursos espirituais: retomamos a vivência das primeiras comunidades cristãs;

  • Recursos financeiros: resolvemos de forma bíblica a sustentabilidade da Igreja;

  • Recursos materiais: disponibilizamos de tudo que é necessário para uma maior Evangelização.

               “Um povo Evangelizado é um povo convertido e um povo convertido é um povo que acredita e é fiel a prática do Dízimo”.

André Luiz Moreira dos Santos é Bacharel em Administração de Empresas com Habilitação em Marketing, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas, Missionário da Comunidade Católica Jesus Estrela Guia.

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