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Na primeira Audiência Geral de 2022, Papa elogia a prática da adoção
“Penso, em particular, em todos aqueles que se abrem a acolher a vida através da adoção, que é uma atitude tão generosa e positiva”, afirmou Papa Francisco
6 janeiro, 2022 por
Na primeira Audiência Geral de 2022, Papa elogia a prática da adoção
Micheli Ferreira - Promocat
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Na primeira Audiência Geral do ano, o papa Francisco fez hoje o elogio da adoção, refletindo sobre são José, que não era o pai biológico de Jesus. “Penso, em particular, em todos aqueles que se abrem a acolher a vida através da adoção, que é uma atitude tão generosa e positiva”, disse o papa.

“José mostra-nos que este tipo de vínculo não é secundário, não é uma alternativa. Este tipo de escolha está entre as formas mais elevadas de amor e de paternidade e maternidade. Quantas crianças no mundo estão à espera de alguém que cuide delas! E quantos cônjuges desejam ser pais e mães, mas não o conseguem por razões biológicas; ou, embora já tenham filhos, querem partilhar o afeto familiar com quantos não o têm”, disse o papa.


“A fim de compreender a paternidade putativa ou legal de José, é necessário ter em mente que em tempos antigos no Oriente a instituição da adoção era muito comum, mais do que é hoje”, disse Francisco.

“A nossa civilização é um pouco órfã, e sente-se esta orfandade. Ajude-nos a figura de são José a entender como se resolve o sentido de orfandade que hoje nos faz tanto mal”, afirmou.

“Não é suficiente pôr um filho no mundo para dizer que também somos pais ou mães” e, citando sua própria carta apostólica Patris Corde, o papa disse que “não se nasce pai, torna-se tal... E não se torna pai, apenas porque se colocou no mundo um filho, mas porque se cuida responsavelmente dele. Sempre que alguém assume a responsabilidade pela vida de outrem, em certo sentido exerce a paternidade a seu respeito."

Segundo Francisco não se deve “ter medo de escolher o caminho da adoção, de assumir o ‘risco’ do acolhimento” porque “com a orfandade, existe um determinado egoísmo” e pediu a são José que conceda a graça de “despertar as consciências e pensar nisto: em ter filhos. A paternidade e a maternidade são a plenitude da vida de uma pessoa”.

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“É verdade, existe a paternidade espiritual e a maternidade espiritual para quem se consagra a Deus; mas quem vive no mundo e se casa, deve pensar em ter filhos, em dar a vida, pois serão eles que lhes fecharão os olhos, que pensarão no seu futuro. E também, se não podeis ter filhos, pensai na adoção. É um risco, sim: ter um filho é sempre um risco, quer natural quer adotivo. Mas pior é não os ter, é negar a paternidade, negar a maternidade, tanto a real como a espiritual. A um homem e a uma mulher que voluntariamente não desenvolvem o sentido da paternidade e da maternidade, falta algo principal, importante. Pensai nisto, por favor”, pediu o papa.

Francisco disse esperar que “as instituições estejam sempre prontas a ajudar neste sentido da adoção, controlando seriamente, mas também simplificando o procedimento necessário para que se realize o sonho de tantos pequeninos que precisam de uma família, e de tantos cônjuges que desejam entregar-se com amor”.

“Possa São José exercer a sua proteção e a sua ajuda sobre os órfãos; e que interceda pelos casais que desejam ter um filho”, rezou o papa sugerindo esta nova oração a são José:

São José,
vós que amastes Jesus com amor de pai,
estai próximo das muitas crianças que não têm família
e que desejam um pai e uma mãe.
Apoiai os cônjuges que não podem ter filhos,
Ajudai-os a descobrir, através deste sofrimento, um projeto maior.
Fazei com que a ninguém falte uma casa, um relacionamento,
uma pessoa que se ocupe dele ou dela;
e curai o egoísmo daqueles que se fecham à vida,
para que possam abrir o coração ao amor. Amém.


Novidade

Houve uma mudança no esquema habitual da Audiência Geral. A partir de hoje os leitores em diferentes idiomas não serão exclusivamente padres. Outros trabalhadores do Vaticano, homens e mulheres, religiosos e leigos, também lerão. A leitura em espanhol anterior à catequese de hoje foi lida pela irmã Andrea Lorena Chacón, Missionária Eucarística de Nazaré, que trabalha na Secretaria de Estado da Santa Sé, e a leitura em inglês por Christopher Wells que trabalha no Vatican News, serviço de comunicação da Santa Sé.

Com informações de ACI Digital 

 

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Micheli Ferreira - Promocat
6 janeiro, 2022
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