True

Conceba uma nova postura gestora orientando-se pela liderança ao serviço do Reino de Deus
A melhor maneira de educar o nosso "EU" é ser humilde e procurar sempre momentos de avaliações dos trabalhos, de todo modo que todos possam se expressar
17 junho, 2021 por
Conceba uma nova postura gestora orientando-se pela liderança ao serviço do Reino de Deus
Micheli Ferreira
Nenhum Comentário Ainda

Ser líder nos dias atuais é um grande desafio, pois assumir a postura de líder deve passar por uma adesão ao serviço de conduzir as pessoas para uma experiência profunda de sua eternidade. A vivência cristã produziu muitos líderes, pois ao longo de mais de dois mil anos a Igreja cultivou milhares, milhões de líderes. Só basta ver os santos, que tiveram liderança durante a vida e após a morte (Maria santíssima, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce). E, com certeza, pode-se contar com líderes que estão vivos e atuantes no nosso tempo. Deus nos dá carismas para exercer a missão que nos confia e nos acompanha, passo a passo, com fidelidade, constância e amizade.

Como cultivar o dom da liderança como um dos elementos vitais no serviço do Reino de Deus, nos diversos ministérios? Devem ser levados em conta pelo menos dois pontos básicos: a) ter um coração aberto e b) orientar as pessoas sem controlar. Ser aberto e agir com paciência, delicadeza, compreensão, respeito e diálogo. Pessoas difíceis são aquelas que trazem os dons mais necessários e nos fazem crescer. Quando uma liderança utiliza seu coração, ela aprende a escutar o que Deus quer ensinar com as ideias dessas pessoas. Destaca-se neste momento as palavras de São Paulo aos Coríntios em sua segunda carta:

“Trazemos esse tesouro em vasos de barro para mostrar que o poder de Deus está em nós, e tudo é dele” (2° Cor 4,7). Então, cada vaso é portador de Deus. E, nesta diversidade, ele faz a unidade: aprendamos de Deus Pai a ter o mesmo respeito por cada pessoa, cultivar a compreensão.

A ação do líder

E toda pessoa precisa de ensinamento, de incentivo e muito apoio quando começa a liderar e desembaraçar seus carismas (dotes, dons, qualidades, jeito, gosto, capacidade). Os dons são dados por Deus para que se possa servir de uma maneira mais eficaz. O líder faz com todos desenvolvam seus dons com passos serenos. Consegue com mais facilidade o aparecimento de outros líderes e animadores naturais, “crescendo diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52). Jesus é enfático no Novo Testamento que o importante não é ser servido, mas sim, servir; não é importante aquele que ocupa o lugar de destaque, mas aquele que se coloca a serviço do Reino. A autoridade que vinha de Jesus era uma autoridade baseada no serviço e na misericórdia (cf. Jo 13, 1-17).

Nesse sentido, deve-se ter cuidado com o “eu”, pois muitas das vezes prejudica-se o projeto de Deus porque o pensamento está no próprio projeto. O “eu” deve estar em seu lugar dentro do projeto de Deus, deste modo, quando mais o “eu” aumenta, na mesma proporção o projeto de Deus diminui. Deus não precisa das pessoas para realizar seu projeto, mas por amor e carinho deu às pessoas uma parcela deste projeto. A responsabilidade de um líder é não roubar a cena de Deus, como se vê abaixo:

Quando Deus é o centro: Projeto de DeuS X Quando eu sou centro: Projeto de dEUs

A pergunta que cabe agora é: como você conduz o grupo confiado por Deus? Jamais se pode esquecer o fato de que se é apenas guardião de seu rebanho e que as ovelhas não estão à disposição para apenas servir.
E, quando o objetivo do trabalho não é Deus, as pessoas começam a trabalhar em função da gratificação do líder e, com rapidez, o que parecia ser um belo trabalho começa a cair por terra. Por isso pode-se ter a certeza de que se um grupo não vai bem é porque seu objetivo está desvirtuado por algum “eu”. A melhor maneira de educar o nosso “eu” é ser humilde e procurar sempre momentos de avaliações dos trabalhos, de modo que todos possam se expressar.

Nessa perspectiva, apresentamos os 10 mandamentos do bom líder:

  1. Ter claro o objetivo do grupo: sabe em que direção caminha o grupo e o mantém num aprofundamento constante;

  2. Amante da sabedoria: busca se formar e estar a par das realidades de sua comunidade ou pastoral;

  3. Sabe conduzir uma reunião: não deixa o assunto desviar, questiona e envolve a todos e está aberto para acatar decisões;

  4. Bom cobrador: cobra tarefas sem ser antipático, reconhece o erro e desperta o senso de responsabilidade de todos;

  5. Sabe controlar o tempo: dá exemplo de pontualidade, mantém o horário de reunião à risca e aproveita bem o tempo;

  6. Tem boa capacidade de organização: se prepara antes, sai da improvisação, da surpresa, faz cronograma, tem agenda. Cuida para que haja planejamento e avaliação sem cair em mera burocracia;

  7. Sabe despertar novas lideranças: sabe que não é eterno, nem insubstituível. Percebe os dons e distribui funções às pessoas certas;

  8. Dá testemunho de vida com o que propõe: é coerente com aquilo que fala, é ativo e participativo. Busca a todo custo a coerência;

  9. Tem simpatia pelo grupo: aceita o outro como ele é. Cativa com sinceridade e se deixa cativar. Comunica-se de modo profundo com todos;

  10. É entusiasmado com a vida e com a sociedade: é otimista, pé no chão. Sabe dosar. O entusiasmo leva confiança e alegria ao grupo.

Pe. Daniel Aparecido de Campos, scj é sacerdote religioso da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, especialista em Direito e Gestão Educacional (MBA) pela Escola Paulista de Direito – EPD e graduado em Administração na Universidade de Taubaté – UNITAU. 
Conceba uma nova postura gestora orientando-se pela liderança ao serviço do Reino de Deus
Micheli Ferreira
17 junho, 2021
Compartilhar
Arquivo
Entrar deixar um comentário

Whatsapp Paróquias

Olá, bem-vindo(a) a Revista Paróquias! Escolha um dos nossos atendentes. Mensagens fora do horário marcado serão respondidas quando retornar.