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A revitalização das paróquias e os novos conceitos de gestão
Procure transformar o espaço que é de todos e invista em novos conceitos de gestão
12 abril, 2021 por
A revitalização das paróquias e os novos conceitos de gestão
Micheli Ferreira
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A paróquia, mesmo enfrentando sérios desafios no contexto atual, é sinal de esperança na vida da Igreja.

Nos primeiros séculos do cristianismo não existiam paróquias, existiam apenas os bispados administrados pessoalmente pelos bispos. Pelos fins do século IV é que apareceram as primeiras paróquias na Itália e em Alexandria.

Com o passar do tempo e, recentemente, com os processos de urbanização e conurbanização, a estrutura paroquial tornou-se objeto de discussão e questionamento. O âmbito desse questionamento é muito variado: uns comentam a abolição desse modelo, pois consideram sem perspectiva, alguns dizem que é algo medieval e rural e outros ainda afirmam que é uma realidade totalmente voltada para si mesma, uma instituição eclesiástica que ignora o crescimento e o desenvolvimento do mundo.

O surgimento da civilização urbana transforma os modos de viver, as estruturas habituais da existência e os relacionamentos na família, na vizinhança, modificando os próprios moldes da comunidade eclesial. Assim, cada atividade paroquial precisa ser fecundada pelo amor para que seja mediação efetiva de encontro com Deus e se fazem necessários três paradigmas:

  • Identificar a finalidade da paróquia;

  • Estreitar os vínculos entre os paroquianos;

  • Selecionar os melhores processos de interação com outras paróquias.

Identificar a finalidade da paróquia


Para que a paróquia seja revitalizada é necessário identificar e tornar bem clara a finalidade da mesma no mundo contemporâneo.

A exortação apostólica pós-sinodal “Ecclesia in America”, de João Paulo II, no número 41, deixa bem clara a finalidade da missão paroquial.

Para que atinja sua finalidade, a paróquia deve ser: 


  1. Acolhedora e solidária;
  2. Lugar da iniciação cristã, da educação e da celebração da fé;
  3. Aberta à variedade de carismas, serviços e ministérios;
  4. Comprometida com os movimentos de apostolado e atenta às distintas culturas dos habitantes.

Estreitar os vínculos entre os paroquianos

A estrutura paroquial deve estar a serviço do apostolado comunitário, mantendo a interação entre os paroquianos, auxiliando toda a iniciativa apostólica e missionária da comunidade eclesial. Concorre para isso, uma evangelização mais personalizada aumentando as relações positivas entre as pessoas. O trabalho de gestão, indispensável em qualquer organização, facilita a interação entre paroquianos e possibilita atividades que os envolva em seus diversos grupos, pastorais, movimentos e serviços. Uma  cultura organizacional permite não somente cadastrar os paroquianos, os coordenadores, os agentes de pastoral, as comunidades, as pastorais e movimentos, mas também informá-los sobre o andamento da paróquia, se possível, com o uso de mala direta.


Dentro de um processo acelerado de urbanização, as paróquias, especialmente as situadas em grandes centros, necessitam lançar mão de todos os meios que aproximem as pessoas e as mantenham bem informadas.

Selecionar os melhores processos de interação

O decreto “Apostolicam Actuositatem” de Paulo VI, no número 10, oferece orientações para que a paróquia possa responder às necessidades das cidades e das regiões rurais que já sofrem a influência da cultura urbana: não confinar sua ação dentro dos próprios limites ou da diocese, mas esforçar-se por estendê-la aos campos interparoquial, interdiocesano, nacional ou internacional.

O projeto de evangelização interparoquial é um excelente meio para que as paróquias urbanas atinjam seus fiéis não definindo limites, mas somando forças. Os encontros interparoquiais (várias paróquias na mesma cidade) oferecem possibilidade de uma evangelização mais pertinente, pois ajudam a conhecer novas realidades, a detectar avanços, acertos e erros comuns. Também neles se elaboram propostas práticas e ações úteis nas soluções de problemas da ação missionária, além de contribuírem para um maior grau de envolvimento das paróquias, colaborando efetivamente para uma ação evangelizadora no meio urbano. 

Dom Edson Oriolo é Bispo da Igreja Particular de Leopoldina MG, Mestre em Filosofia Social, Especialista em Marketing, Pós-Graduado em Gestão Estratégicas de Pessoas. 
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Micheli Ferreira
12 abril, 2021
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