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A necessidade de um retorno a dimensão apologética
Ser e viver a fé católica sempre foi desafiante, exigiu coragem, firmeza e uma dose de capacidade apologética
13 julho, 2021 por
A necessidade de um retorno a dimensão apologética
Micheli Ferreira
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 Nos últimos artigos estamos (re) conhecendo as maravilhas da fé católica, (re) descobrindo as bases históricas e verídicas desta mesma fé, e constatando que a Igreja Católica é a única fundada por Jesus Cristo (Mt 16,16).

Ser e viver a fé católica sempre foi desafiante, exigiu coragem, firmeza e uma dose de capacidade apologética. A fé que herdamos das gerações passadas, deve ser acolhida, compreendida, desejada e assimilada experiencialmente hoje, para que ela produza sentido, significado próprios. A isto chamamos de individualização e apropriação da experiência!

É preciso (re) conhecer e (re) descobrir os grandes tesouros da fé católica, que mais do que nunca, precisam ser (re) apresentados, (re) anunciados, (re) descobertos e (re) vividos, neste tempo histórico chamado hoje.

Em um tempo de múltiplos pluralismos culturais, religiosos e teológicos, faz-se urgente uma forte dimensão apologética, por que, alguns membros da Igreja Católica (leigos e clérigos) tem produzido escândalos, enganos e distorções, colocando em dúvida as origens e fundamentos divinos da Santa Igreja.

Esquivos referente a moralidade, exercício das finanças, e uma determinada vertente teológica (teologia da libertação), tem produzido uma tragédia, que leva um número grande de católicos abandonarem a verdadeira fé, desenvolverem muitas reservas sobre o catolicismo, não poucas vezes, conduzindo a uma atitude de ceticismo, indiferença e evasão.

Estes acontecimentos pulverizados pela mídia tradicional, que declaradamente pretendem destruir os alicerces da cultura ocidental, fazem uso de alguns poucos acontecimentos indecorosos, para que esqueçamos a magnanimidade da Igreja, que há mais de dois mil anos, é a instituição que mais acolhe necessitados, cuida de inúmeros enfermos, visita, presta auxilio aos prisioneiros, educa uma quantia incalculável de crianças e jovens em toda a face da terra.

Como desconsiderar a contribuição que nós católicos fazemos diariamente em nossas comunidades paroquiais? Como esquecer que em todas as Igrejas católicas existe a presença real de Cristo nos sacrários de nossas igrejas para que as pessoas encontrem alento? A Igreja sempre foi sacramento de esperança!


É perceptível e preocupante, que nos dias atuais, haja uma verdadeira campanha anticatólica, não poucas vezes, impetrada a partir de dentro da instituição, fazendo com que muitos “fiéis" católicos, se escondam debaixo da mesa, quando outras pessoas mencionam fatos indecorosos envolvendo a igreja católica.

Em um momento em que muitos católicos se desiludem, nao com a fé, nem com Deus, mas com alguns representantes da Igreja, necessitamos recordar quem realmente somos, em quem acreditamos e no que esperamos.

Desde os primórdios, a fé católica necessitou de apologética.  O apóstolo Paulo em suas epístolas, sempre se colocou em uma postura de defesa do evangelho contra os costumes e ritos judaizantes, sempre enfatizou a salvação dada unicamente em Cristo. Sendo assim, a igreja católica nasceu apologética e permaneceu apologética.

A fé católica, após a morte dos apóstolos, esteve atrelada com a dimensão apologética, conservou-se sempre em estado de alerta contra os ataques externos e internos, pois, quem ama e guarda a Palavra (Jo 14,21), deve ser capaz de defender esta mesma fé.

Por isso, é necessário um retorno ao aspecto apologético da fé!

Continuaremos nesta mesma perspectiva no próximo artigo.

Pe. Me. Arilço Chaves Nantes possui Graduação em Pedagogia pela Associação Nova Andradinense de Educação e Cultura – ANAEC (2004). Licenciatura em Filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB (2007). Bacharelado em Teologia pelo Instituto Teológico João Paulo II – ITEO (2012). Bacharelado em Teologia pela Faculdade João Paulo II – FAJOPA (2013). Especialização (Lato Sensu) em Espiritualidade Cristã e Orientação Espiritual pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE (2016). Mestrado em Psicologia da Saúde pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB (2018). Especialização (Lato Sensu) em Psicologia Existencial, Humanista e Fenomenológica pela Faculdade FUTURA (2020). Especialização (Lato Sensu) em Terapia da Constelação Familiar e Sistêmica pela Faculdade UNYLEYA (2020). Especialização (Lato Sensu) em Psicologia Positiva (em andamento) pelo Instituto de Ensino Superior da Região Serrana – FARESE. Doutorando (em andamento) em Psicologia pela Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales (UCES), Buenos Aires/Argentina. Atua na área de Teologia Prática, com ênfase em Teologia do Aconselhamento. Desenvolve atividade docente no Seminário Diocesano Cristo Sacerdote da Diocese de Naviraí onde leciona a disciplina Metodologia e Práticas de Estudo: Introdução à Vida Intelectual de futuros presbíteros. Articulista da Revista Paróquias. Tem interesse em temas como: Religião, Religiosidade, Espiritualidade e suas interfaces com a Saúde Mental. Em sua pesquisa doutoral desenvolve estudos sobre Psicologia Positiva, Bem-Estar Psicológico e Práticas de autocuidado.

A necessidade de um retorno a dimensão apologética
Micheli Ferreira
13 julho, 2021
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