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Novas tecnologias da informação, o ser humano e a Igreja
As tecnologias estão presentes em todos os momentos de nosso dia, em todas as relações, em todos os espaços
14 janeiro, 2022 por
Novas tecnologias da informação, o ser humano e a Igreja
Micheli Ferreira - Promocat
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No último século presenciamos revoluções rápidas e importantes no setor de transportes e comunicação, como a criação do automóvel, avião, rádio, telefone, televisão, satélites, computadores e telefone móvel. Mudanças que foram fundamentais para a ampliação da informação e comunicação. Essas rápidas e constantes alterações modificaram a sociedade em vários âmbitos. Tudo e todos foram atingidos por essas transformações e a educação não poderia ser uma exceção. Na realidade atual as tecnologias estão presentes em todos os momentos do nosso dia a dia. O mundo está “conectado”. Vivemos em um mundo de uma “computação ubíqua”, que nas palavras de Almeida (2016, p. 528): “o termo ubíquo tem origem no latim ubique e significa a presença e o uso das mídias e tecnologias digitais em toda parte e ao mesmo tempo, isto é, de modo onipresente, global, pervasivo”.

As tecnologias estão presentes em todos os momentos de nosso dia, em todas as relações, em todos os espaços, e, nossos alunos participam ativamente nessa sociedade da informação e comunicação, sendo cada vez mais necessário que os ensinamentos religiosos estejam em sintonia com as constantes mudanças nesse meio.

É partindo desse ponto que se fundamenta este trabalho, pois visa discutir a utilização e o papel das Novas Tecnologias e a metodologia utilizada na prática religiosa catequética e como elas podem potencializar ou favorecer a aprendizagem dos catequizandos.

Nesse sentido, primeiramente abordamos a compreensão do que entendemos por tecnologias e exploramos sua conceituação possível. Sendo elas tão presentes em nosso dia a dia, também se tornam urgentes na igreja, especificamente na prática catequética (ALMEIDA, 2016). No entanto, para que isso seja plausível, é preciso que nossos catequistas, através de incentivos da Igreja, queiram também trabalhar com os meios tecnológicos com os quais as crianças, adolescentes, jovens e adultos, estão lidando. Sem a infraestrutura necessária, somando a que nossas paróquias podem oferecer e as que os destinatários da evangelização trazem consigo, não é possível construir processos catequéticos que falem ao homem de hoje.

Não obstante, também discutimos até que ponto a utilização dessas tecnologias digitais em centros catequéticos torna a prática do catequista de fato inovadora. Cabe refletir: são as tecnologias que incentivam novas metodologias de ensino? Ou são as metodologias que definem o lugar e o uso dessas tecnologias? À primeira vista, percebe-se que somente a utilização dessas ferramentas não garante que a aula – ou o encontro catequético - se tornem realmente dinâmicos (CYSNEIROS, 1999), já que são necessários o domínio de seu uso e a preparação por parte do catequista, assim como a observação e seleção do que melhor se encaixa em sua prática. Ou seja: essas tecnologias devem estar dentro de um contexto metodológico.

Nesse aspecto, o objetivo geral desse trabalho é analisar o uso das TICs na prática da catequese. Como objetivos específicos, são elencados: identificar se as TICs contribuem para a criação de novas metodologias de ensino; conhecer as TICs no uso da catequese.

Este estudo, quanto à sua natureza, é baseado em termos da pesquisa básica, uma vez que, busca-se direcionamentos e mais conhecimentos sobre a temática em questão.

O objetivo da pesquisa básica é intelectual, procura alcançar o saber para satisfação do desejo de adquirir conhecimentos e proporcionar informações possíveis de aplicações práticas, sendo desvinculada de finalidades utilitárias imediatas, não sofrendo limitação de tempo. É dirigida à geração do conhecimento científico não aplicável, imediatamente à solução de demandas tecnológicas específicas. Ela amplia generalizações, define leis, estruturas, sistemas e teorias. (CASTILHO, et al. 2011, p.17)

De acordo com a abordagem da pesquisa, evidencia-se como do tipo qualitativa, pois com os estudos elencados existem compreensões e estruturação de argumentos que podem apontar para mais conhecimentos e descobertas sobre a temática escolhida.

Justifica-se o fato de o tratamento qualitativo de um problema, que pode até ser uma opção do pesquisador, apresentar-se de uma forma adequada para poder entender a relação de causa e efeito do fenômeno e consequentemente chegar a sua verdade e razão. (CASTILHO, et al. 2011, p.19).

A metodologia se traduz em uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório, com estratégia bibliográfica e documental. Esta pesquisa caracteriza-se quantos aos fins como descritiva com procedimento bibliográfico e documental. Partindo disso, abordamos a presença das novas tecnologias na prática catequética, analisando como as mesmas podem favorecer a compreensão dos conteúdos abordados, buscando trabalhar de uma forma interativa, fazendo com que o catequista esteja em contato direto com as tecnologias. Essas novas metodologias que surgem atualmente contribuem favoravelmente para a catequese como forma de difusão de conhecimento que deve ser mediado pelo catequista.

Por último examinamos algumas das mudanças ocorridas nas instituições religiosas diante do quadro de pandemia mundial causada pelo Coronavírus, que surgiu no final do ano de 2019 e vem forçando a população a se manter reclusa e distante, em sua residência.

Fundamentação Teórica

Quando falamos em tecnologias, automaticamente nosso cérebro relaciona a máquinas, equipamentos e aparelhos eletrônicos. No entanto, tecnologia vai além dessa definição, pois é tudo aquilo que é criado para facilitar ou melhorar o trabalho humano. Elas estão no nosso dia a dia, presentes em pequenas situações do nosso cotidiano, como por exemplo, o simples ato de abrir a torneira para lavar um copo. Só nesta ação podemos enumerar três tecnologias distintas: a fabricação do copo; o abastecimento de água para a residência; e a saída da água pela torneira. Isso sem contar outros processos que estão interligados a esses. Nas palavras de Vani Kenski (2007, p. 22): “O conceito de tecnologia engloba a totalidade de coisas que a engenhosidade do cérebro humano conseguiu criar em todas as épocas, suas formas de uso, suas aplicações”.

Diante disso, ao falarmos em “novas tecnologias”, nos referimos aos produtos, técnicas e conhecimentos advindos da eletrônica, que se caracterizam por estarem em constante transformação. Por possuir uma base imaterial, ou seja, seu espaço de ação é virtual, elas existem como linguagem. Para dar suporte a essa linguagem, foram criados meios que possibilitam a comunicação de informação e o entretenimento. É nesse cenário que surgem as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC).

Por se fazerem cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade, a utilização das TDIC tem se tornado imprescindível também no ambiente escolar, havendo assim a necessidade de repensar a prática e o papel da escola e do professor nesse contexto. Os jovens atualmente, em sua grande maioria, estão cercados por internet, computadores, celulares, tablets, videogames e outros equipamentos. Estes fazem parte constante de suas rotinas; por tal motivo, parece inevitável que a educação se mantenha distante dos mesmos. Mas, para isso, o professor precisa saber utilizá-los adequadamente no processo de ensino/aprendizagem (ALMEIDA, 2016).

Segundo o autor Lévy (1999), a cibercultura consiste em reconhecer que existe um crescimento do ciberespaço que impulsiona os usuários a novas experiências, coletivamente, em novas plataformas; e que existe um novo espaço de comunicação que pode ser explorado e potencializar a economia, a política, a cultura, etc.

O ciberespaço é um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. (LÉVY, 1999, p.17)

O autor deixa entender que um conjunto de informações reunidas virtualmente consiste em um ciberespaço, e que de certa forma, o crescimento deste ciberespaço cria novas culturas, novas experiências e possibilidades. A cibercultura é um conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamentos e valores que se desenvolvem nesse ciberespaço também chamado de “dispositivo de comunicação interativo e comunitário” que considera um dos instrumentos da inteligência coletiva, tal qual permite que existam novas formas de ensinar, colaborar e interagir junto as novas tecnologias da rede.

Para Lemos (2003, p. 12) o termo “cibercultura” está recheado de sentidos em relação a sua definição; “podemos compreender a cibercultura como a forma sociocultural que emerge da relação simbiótica entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias” (LEMOS, 2003, p.12). O autor coloca a cibercultura como uma forma nova de se relacionar com o outro, sem substituir as formas de relação social, mas criar novas relações; e como uma cultura contemporânea marcada pelas tecnologias digitais.

Na cibercultura portanto, existem maneiras diferentes de se expressar, se relacionar e criar pontos de vista. Coloca o ser humano em contato com o virtual para que haja troca de experiências e informações, através da conectividade. Para o autor Lemos (2005, p.2), a cibercultura é onipresente, faz “com que não seja mais o usuário que se desloque até a rede, mas a rede que passa a envolver os usuários e objetos numa conexão generalizada”.

Nos casos em que processos de inteligência coletiva desenvolvem-se de forma eficaz graças ao ciberespaço, um de seus principais efeitos é o de acelerar cada vez mais o ritmo de alteração tecno-social, o que torna ainda mais necessária a participação ativa na cibercultura, se não quisermos ficar para trás, e tende a excluir de maneira mais radical ainda aqueles que não entraram no ciclo positivo da alteração, de sua compreensão e apropriação. (LÉVY, 1999, p.30)

Através desta mudança social, em relação as novas experiências em rede, a inteligência coletiva é como um fator que transforma o ritmo do crescimento do ciberespaço, fazendo com que tudo continue em constante evolução; mais culturas, experiências e possibilidades. É impossível acompanhar toda essa evolução em tempo real, mas a participação ativa nesse ciberespaço, é um fator importante para não “ficar para trás”. As pessoas não são obrigadas a seguir tal cultura, mas precisam ser um participante ativo.

Comparando com o mercado publicitário, quanto mais o mercado cresce, mais as empresas devem se adaptar e participar ativamente, caso contrário, não evoluem, ficam para trás, as vezes precisando de uma mudança drástica na sua estratégia de trabalho, o que acontece com muitas empresas que deixam seu lado “agência publicitária” para tornarem-se “agência digital”. Isso ocorre devido a inserção da cibercultura no ciberespaço, que influencia em como o público se comunica, vivencia e/ou experimenta as coisas ao seu redor.

Com o surgimento da informática e a convergência tecnológica, os seres humanos entraram em uma “era da conexão”, onde a rede se materializa em um “ambiente”. As formas de conexão aumentaram e o desenvolvimento desses “ambientes” começaram a surgir: “blogs, fóruns, chats, softwares livres, etc.” (2005, p.2) trazendo a mobilidade para o usuário, que o autor Lemos (2005, p.3) define como o movimento do corpo entre espaços, entre localidades, entre espaços privados e públicos.

Através destes ambientes, houve o surgimento da cultura da convergência, que segundo Jenkins (2009, p.29) por convergência refere-se “ao fluxo de conteúdos através das múltiplas plataformas de mídia. “Convergência é uma palavra que consegue definir transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de quem está falando e do que imaginam estar falando” (JENKINS, 2009, p. 29).

Para o autor, o coletivo é responsável pela criação do seu próprio conteúdo, que ele constrói através das suas vivências e interações sociais; assim, por exemplo, as empresas tendem se adaptar as experiências e criar novos conteúdos de entretenimento para seu público para que não seja uma comunicação direta de venda, e sim crie valor sobre a marca através do que é relevante para seu público. Os “ambientes” também chamados de “mídias sociais”, são o principal motivo para a cultura da convergência; bastou que as mídias dessem liberdade que para os usuários criassem seu próprio conteúdo, que então surgiu uma nova forma de comunicação, baseada na opinião e no “conhecimento” dos usuários.

“A internet sem fio, o telefone celular, trouxeram novas perspectivas a respeito do espaço público e espaço privado” (LEMOS, 2005, p.3), cada vez mais a inserção destes “ambientes” trouxeram novas experiências e tomaram mais tempo dos usuários, trazendo a sua privacidade para o ciberespaço, deixando “rastros” do quotidiano, da sua vida pessoal. Essa reconfiguração vem da crescente demanda de informações que consiste em compartilhar experiências e criar novas tendências, o que faz parte da cibercultura, onde a maioria dos usuários podem criar pensamentos e pontos de vista e os outros usuários os seguem.

Os responsáveis por interpretar dados e traduzi-los em informações são os programas, que fazem funcionar os computadores e redes e contam com linguagens específicas para realizar determinadas tarefas. Essa linguagem veio se adaptando e se desenvolvendo com diversas possibilidades, que atualmente, permite que qualquer um com noções básicas crie algum programa. Lévy (1999, p.43) diz que essa tendência em criar esse tipo de programa estabeleceu espaços virtuais de trabalho cada vez mais independentes de seus suportes. O uso padrão desses novos espaços tornaram o ciberespaço um imenso mundo virtual que é capaz de conectar, compartilhar e recriar diversos outros mundos. Essa evolução segundo o autor Lévy (1999) pode ser encontrada não só em computadores, mas sim em “cartões inteligentes, automóveis, telefones, câmeras de vídeo, telefones, rádios e televisões, ou em qualquer lugar onde a informação digital seja processada automaticamente.” (LÉVY, 1999, p.44)

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Sociedade da Informação

A necessidade de transformação e adaptação dos meios de comunicação e informação advinda da evolução tecnológica foram os principais fatores para o desenvolvimento da sociedade da informação.

A sociedade da informação surgiu a partir da ideia de educação para a informação ou information literacy education, termo primeiramente utilizado nos Estados Unidos (SILVA, 2011), partindo do princípio de que o acesso à informação deve possibilitar às pessoas a organização para a aplicação da informação recebida como forma de integração aos conhecimentos existentes e usando isso como forma de solucionar problemas. Para Dudziak (apud SILVA, 2011), a informationliteracyeducation deve se expressar dessa forma:

Para ser competente em informação uma pessoa deve ser capaz de reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação. Resumindo, as pessoas competentes em informação são aquelas que aprenderam a aprender. Elas sabem como aprender, pois sabem como o conhecimento é organizado, como encontrar a informação e como usá-la de modo que outras pessoas aprendam a partir dela.

A era da informação é uma facilitadora da comunicação do conhecimento. As TICs fazem parte deste processo como ferramentas de suporte para que as pessoas tenham acesso às informações, porém o que se deve levar em consideração é o papel da escola como uma instituição capaz de proporcionar e auxiliar a sociedade nesse processo.

Para Nazareno et al. (2006, p. 13), a sociedade da informação se define como “[…] a sociedade que recorre predominantemente às tecnologias da informação e comunicação para a troca de informação em formato digital, suportando a interação entre indivíduos e entre estes e instituições, recorrendo a práticas e métodos em construção permanente”.

Pierre Lévy dá lugar ao conceito de cibercultura, ambos os termos são advindos da visão e compreensão sobre o acesso à informação através da tecnologia. Segundo Lévy (1999), a cibercultura surge como uma enorme rede digital que aos poucos conecta tudo e todos. Perpassa por esta rede o ciberespaço, que atua de modo a permitir o compartilhamento de textos e imagens em grande escala no mundo inteiro. A cibercultura, para o autor, também traz para discussão questões como o poder político e centralizador do Estado, e a liberdade de expressão de todos.

Lévy (1999) aborda o tema da interação do homem com a tecnologia ligado à cultura virtual contemporânea. Este autor fez várias publicações nas quais apresenta os conceitos de cibercultura e ciberespaço, que nos mostram exemplos de sistemas que, de certa forma, sustentam a sociedade com informações, estas fluem em alta velocidade e em certos momentos acabam até sendo mais ágeis do que os seus próprios emissores. Passamos, assim, a fazer parte de muitas realidades conjuntas e construídas. Segundo Lévy (1999), a comunicação simbólica, que tem início com a palavra e continua com a escrita e outras mídias, passou a ser componente essencial da vida humana. O fato de toda essa comunicação passar pelo canal de um smartphone, um tablet ou um PC, ao invés de uma folha de papel ou uma tela de televisão ou cinema é, para o autor, efetivamente secundário.

Lévy (1999), em sua obra intitulada Cibercultura, apresenta conceitos técnicos para que possamos dar consistência ao entendimento do processo de desenvolvimento da cibercultura. O autor destaca que a internet, ao longo dos anos, foi expandindo a velocidade de transmissão de dados, sendo possível ampliar a transmissão de informações digitais, permitindo a interação entre o universo da informação digital e o mundo ordinário, caracterizado pelas interações advindas do contato físico.

Considerando o surgimento da cibercultura e suas implicações em diversos contextos, devem-se salientar alguns questionamentos pertinentes e, pensando na presente pesquisa, até necessários para a compreensão desta rede e suas implicações em determinados locais, dando ênfase ao contexto escolar, e também catequético eclesial.

Devido à evolução acelerada da cibercultura é necessário refletir sobre o sistema de educação – e, de tabela, os sistemas de catequeses, no âmbito do processo de desenvolvimento da sociedade da informação. Nesse sentido, Lévy (1999) faz algumas constatações sobre a relação com o saber. A primeira constatação está ligada à velocidade do surgimento e renovação dos saberes na contemporaneidade. A segunda diz respeito à natureza do trabalho, posto que a transação de conhecimento não para de expandir-se, “[…] o trabalho aqui se trata, cada vez mais, de aprender, produzir conhecimento e transmitir saberes […]” (LÉVY, 1999, p. 157).

A terceira constatação aponta o ciberespaço como um suporte das tecnologias intelectuais que amplia e modifica funções cognitivas dos seres humanos, como por exemplo, a memória que pode ser ampliada para bancos de dados, arquivos digitais, hiperdocumentos; e a percepção, que pode ser atribuída a sensores digitais, telepresença, realidade virtual. Sendo assim, a utilização destas ferramentas tecnológicas pode favorecer novas formas de acesso à informação, novos estilos de raciocínio e conhecimento.

No que se refere ao conhecimento, Lévy (1999) expõe sobre uma possível reencarnação do saber, visto que o ciberespaço possibilita cada vez mais o acesso às informações em tempo real e o saber não se trata mais de algo abstrato ou inatingível. O ensino aberto e a distância (EAD) é um exemplo de exploração de certas técnicas de ensino, utilizando hipermídias, redes de comunicação interativas e tantas outras tecnologias intelectuais da cibercultura. Para tanto, o autor salienta que “[…] o essencial se encontra em um novo estilo de pedagogia, que favorece ao mesmo tempo as aprendizagens personalizadas e a aprendizagem coletiva em rede […]” (LÉVY, 1999, p. 158).

Considerando o tema aprendizagem, a perspectiva Vygotskyana salienta que o desenvolvimento do ser humano se dá na interação com o outro, devido à importância da cultura e considerando a relação do homem com o mundo desde o seu nascimento (MILLER; MENDONÇA, 2006). Assim, refletir sobre as implicações da escola no processo de desenvolvimento da sociedade da informação é resgatar alguns dos anseios de Vygotsky para a Pedagogia. Em uma de suas publicações o autor afirmava o seu objetivo de buscar “[…] auxiliar o professor no desempenho de seu trabalho bem como contribuir com a elaboração de uma concepção científica do processo pedagógico […]” (MENDONÇA; MILLER, 2006, p. 49). Para tanto, é preciso a compreensão da educação em sua totalidade, analisando as demandas existentes, a questão histórica e a organização social.

Enfim, a sociedade da informação que vem se desenvolvendo ao longo dos anos precisa ser compreendida amplamente em seu processo de construção. Precisamos considerar o surgimento da cibercultura (LÉVY, 1999) para que possamos ter condições de estruturar novas formas de ensino utilizando as ferramentas à disposição e também para que possamos compreender quais são as implicações delas em nossas vidas, já que as TICs fazem parte do nosso dia a dia e passaram a ser componentes essenciais na sociedade em que vivemos.

Os processos de ensino aprendizagem e a pandemia

A aprendizagem caracteriza-se como um processo complexo e contínuo, ou seja, que se desenvolverá durante toda a vida de um indivíduo, sendo o desenvolvimento geral deste indivíduo o resultado das suas potencialidades genéticas e, sobretudo, das habilidades que aprendeu durante a sua vida, estando a aprendizagem diretamente relacionada ao desenvolvimento cognitivo deste (FONSECA, 2019).

Os termos “ensino” e “aprendizagem” normalmente são utilizados para se referenciar os processos de “ensinar” e de “aprender”, no entanto, tais palavras referem-se a um processo, não se limitando a algo estático ou fixo, um processo que será diferente em cada ser humano, dependendo das habilidades e conhecimentos que já possui e também da maneira como o conhecimento será transmitido (MIZUKAMI, 2019).

Neste sentido, o processo de ensino aprendizagem será realizado não apenas pelo professor, por seus métodos, pela capacidade de apreensão e concentração do aluno, mas como um resultado de todos estes elementos e diversos outros, os quais irão influenciar diretamente no desenvolvimento educacional do aluno (FONSECA, 2019).

Este processo na educação brasileira atualmente é realizado por aulas presenciais ministradas por professores, no entanto, uma pandemia decorrente do surto da COVID-19, fez com que os Estados decretassem Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII), tendo em vista a rápida disseminação do vírus (MARQUES, 2020).

Este vírus, classificado como Sars-CoV-2, possui sua origem desconhecida, pertencendo a um subtipo do vírus da corona que passou por mutações, possuindo uma disseminação acelerada e incontrolável e, apesar de ainda não se saber a taxa de mortalidade por este vírus, os dados epidemiológicos demonstraram um aumento exponencial em todo o mundo, reconhecendo-se seu poder de transmissibilidade de um indivíduo para outro (WHO, 2020).

Visando reduzir a taxa de transmissibilidade e, consequentemente, de mortalidade, o Brasil adotou medidas de distanciamento social, com a finalidade de se evitar aglomerações, modificando significativamente o comportamento da população em relação a suas rotinas, tais como as de trabalho, atividade física, gestão familiar e também educacional (OLIVEIRA NETO, et al. 2020).

Segundo Senhoras (2020), o isolamento social permite com que as pessoas permaneçam em seus domicílios, atuando apenas os serviços essenciais aberto, gerando o fechamento do comércio, da indústria, das atividades de lazer e também das unidades escolares, o que demandou a necessidade de se gerar uma continuidade ao processo de ensino e aprendizagem mesmo com o afastamento social, expondo Marques (2020, p. 3) que dentre estes problemas, o sistema educacional merece destaque, uma vez que, em função dessa pandemia, o ensino presencial foi abruptamente privado dos estudantes em seus mais diversos níveis de ensino, pois assim como toda a sociedade, a efeito das políticas públicas de saúde adotadas no país, estão em período de isolamento social, evitando qualquer tipo de aglomeração, como principal medida para reduzir o contágio pelo vírus.

Assim, com o cancelamento das aulas presencias e com o inevitável desfalque do currículo educacional, o Ministério da Educação orientou às Instituições para que elaborassem um plano para recuperação de aulas para serem transmitidas por meio de plataformas digitais.

Esta possibilidade de ensino remoto mesmo com o isolamento social apenas foi possível devido as tecnologias digitais e da internet advindos da sociedade da informação, que permitiu por meio de recursos tecnológicos a realização de aulas ministradas à distância e que podem ser acessadas pelos alunos em seus domicílios.

Implicações da Pandemia no Processo de Ensino Aprendizagem na Catequese

A paralisação da catequese no âmbito das instituições religiosas trouxe diversos desafios e medidas foram sendo tomadas de modo a viabilizar um menor prejuízo possível para as pessoas e uma das estratégias encontradas pelas instituições religiosas era se adaptar à nova realidade imposta pela pandemia foi a continuidade das atividades catequéticas por meio de tecnologias digitais (MARQUES, 2020). Os dados quantitativos e qualitativos destas adaptações catequéticas ainda poderão ser temas de diversas dissertações ou teses strictu sensu.

Segundo Marques (2020, p. 33) as mudanças que ocorreram no processo de ensino e aprendizagem frente o atual contexto da pandemia causada pelo novo coronavirus, levaram a adoção de metodologias alternativas, até então, não adotadas por muitos professores em seus ambientes de ensino. 

No entanto, diversos são os problemas que emergem desta nova situação e que se vincula diretamente ao processo do ensino aprendizagem do aluno, em um primeiro momento, ressalta Burgess et al. (2020) que apesar da estratégia de plataformas digitais ser algo válido e relevante para o momento atual da sociedade, há que se falar sobre os impactos abruptos para os professores e catequistas, para a família do aluno e para o próprio estudante, tendo em vista que a educação domiciliar trouxe uma gama de mudanças para o aprendizado, sobretudo a sobrecarga dos pais e catequistas devido ao acompanhamento das atividades.

Marques (2020) expõe ainda que apesar do caráter urgente e da demanda necessária de continuidade da educação – e eu adiciono a catequese, muitas famílias não possuem os meios necessários para acompanhar as aulas à distância – somo a isto os encontros catequéticos, seja por não possuírem um equipamento eletrônico adequado ou mesmo internet para acesso, o que impede que o aluno acompanhe regularmente às aulas. As crianças de nossas comunidades religiosas mais carentes certamente passaram pelos mesmos obstáculos.

Para Antunes Neto (2020, p. 30) a educação “não evoluiu para acompanhar as necessidades do mundo contemporâneo, produzido por relações globalizadas e por tecnologias radicalmente transformadores”, evidenciando um descompasso das escolas em conseguirem atender as demandas de dificuldades que já eram observadas antes mesmo da pandemia. Uma pergunta que se abre aqui: como estão nossas estruturas catequéticas paroquiais no que se refere ao uso das novas tecnologias digitais? Este humilde artigo não se põe a responder isto em tão poucas linhas, pois isto demanda mais pesquisas.

Se por um lado existe o aluno em sua residência, sobrecarregando seus pais com atividades escolares que muitas vezes estes não possuem uma compreensão e métodos para explicar ao filho, do outro existe ainda o professor, cujo sucesso da aula está diretamente vinculado ao seu domínio tecnológico (ANTUNES NETO, 2020).

Este meio de aprendizagem proporciona uma experiência interativa da aula, devendo ocorrer sempre em um ambiente mediado para que esta ferramenta possa assumir um real papel colaborativo e também propulsor para a difusão do conhecimento na educação e da democratização do saber.

Nesse contexto de maneira geral, o conceito de educação cristã é entendido como a educação que acontece no contexto cristão, protestante ou católico como propõe Streck: “aquela prática educativa construída sobre uma visão de ser humano e de sociedade na relação explícita com a fé cristã, na perspectiva do Reino de Deus.” E esta compreensão inclui o esforço de todas as entidades que dialogam com a fé cristã.

Contudo, pensar em educação cristã implica pensar em teologia e pedagogia, e em levar em conta que estabelecer o limite do conhecimento de cada área do saber é tarefa considerada impossível. Ambas as disciplinas falam sobre a vida. A teologia se esforça por entender e elaborar a relação do ser humano consigo mesmo, com os outros e com Deus; A pedagogia procura compreender o processo de tornar-se humano e das interferências realizadas pela sociedade neste processo, enquanto para o mundo cristão Deus é o doador da fé e ensina o caminho da justiça. Logo, aqui, fé e educação, crer e aprender, estão indiscutivelmente ligados. A investigação de Maria da Glória de Rosa sobre a trajetória da educação nos mostra que até a idade moderna o ensino e a aprendizagem era ocupação da teologia que, por vezes, se confundia com a filosofia. Nesse período, Deus era considerado o grande pedagogo.

O Concílio Vaticano II representou o marco histórico da abertura da Igreja Católica à renovação, com liberdade e compromisso para com os pobres. Após o Concílio Vaticano II foram elaboradas várias encíclicas, cartas apostólicas e instruções da Congregação para a Doutrina da Fé.

A II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano ocorreu em Medellín, Colômbia, em 1968, e a III Conferência, em Puebla, México, em 1979, alicerçadas pelos avanços do Concílio Vaticano II.

O Documento de Medellin (DM) anunciou o novo modelo de Igreja, que propôs a participação comunitária do povo, buscando alternativas libertadoras em consonância com as aspirações dos pobres, marginalizados e oprimidos, posicionando-se claramente a favor da libertação integral dos pobres, pois a miséria exige soluções concretas e justiça social para todos (AQUINO, 1997).

Outrossim, refletiu-se acerca do reconhecimento da missão da Igreja em estar a serviço do povo e não a serviço de si mesmo. Neste aspecto, alicerçou-se o compromisso com a justiça social e a promoção humana.

O Documento de Puebla (DP) reforçou a opção metodológica assumida em Medellín, qual seja, a rejeição da pobreza e a exigência da conquista de políticas públicas econômicas e sociais para os menos favorecidos.

A IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano aconteceu na capital da República Dominicana, em Santo Domingo, tendo como temática central a Nova Evangelização, promoção humana e cultura cristã. Nos documentos gestados nessa conferência, avançou-se no reconhecimento de que a mulher é sujeito histórico, eclesial e teológico tanto na família quanto na igreja e sociedade. O Documento de Santo Domingo assume os direitos garantidos nas Conferências de Medellin e Puebla e os aprofunda. De acordo com (PIRES, 1993, p.55):

São Domingos caracteriza como violação dos direitos humanos a existência de condições de extrema pobreza e de estruturas injustas que originam grandes desigualdades [...] não teme afirmar que nós, cristãos, somos os responsáveis por essa situação.

O documento denuncia a miséria a que são subjugadas as famílias, como também a exploração que sofrem crianças, adolescentes e mulheres que trabalham de forma escrava ou sem mínimas condições de dignidade. Este documento admite que:

em nosso tempo, a sociedade e a Igreja têm crescido em consciência da igual dignidade da mulher e do homem. Ainda que teoricamente se reconheça esta igualdade, na prática, ela frequentemente é desconhecida. A nova Evangelização deve ser promotora decidida e ativa da dignificação da mulher. Isto supõe aprofundar o papel da mulher na Igreja e na sociedade (CONFERÊNCIA, 1992, p.126).

Assim, a ênfase recai sobre a forma dinâmica e através do diálogo com a modernidade e a pós-modernidade. Esta Nova Evangelização deverá se expressar por meio de novos métodos, considerando a cultura diversa dos povos, especificamente dos povos indígenas e afro-americanos. Porém, conforme questiona Pires:

vai ser possível o índio e o negro viverem e expressarem sua fé em Jesus Cristo e na Igreja, sem renunciarem à cultura de seus antepassados? E o homem moderno, a mulher moderna? Vai ser-lhes permitido viver a fé dentro da cultura urbana ou se vai continuar separando Fé e Modernidade, como se fossem conceitos e realidades contraditórios? (PIRES, 1993, p.57)

Pires (1993) continua seu raciocínio afirmando que o documento de São Domingo faz muitas denúncias em relação a tudo que atenta contra a vida, alertando sobre as condições socioeconômicas precárias. Entre outras questões, o documento analisa várias temáticas que contextualizam as situações de opressão da mulher, exigindo que a Igreja assuma o compromisso de participar ativamente da conscientização acerca da justiça social, enfatizando que a mulher tem papel evangelizador, mesmo sendo leigas.

Para não concluir

Compreende-se, claramente, que a Igreja, na contemporaneidade, assume que o homem é um ser histórico social, sem abandonar os fundamentos da antropologia teológica e suas bases metafísicas e de Revelação Bíblica, portanto, se esta instituição pretende realizar a nova evangelização, precisa entender os sinais do tempo. No cerne do processo de ensino e aprendizagem, a sociedade moderna exige constantemente aperfeiçoamento de atualizações e reciclagens no contexto da tecnologia.

É um processo dinâmico de interações do dia a dia com novas informações dispondo de forma de aprendizado constante, levando a reafirmações de um processo de aquisições de informações com características com instruções customizadas, moldados e estruturados em uma construção individual e social de aprendizado. Destacados como aprendizes não lineares, capacitáveis as variações com multiplicidade, seletividades sempre em amplo aprendizado e sujeitos as inovações do avanço digital.

As modificações providas por uma revolução significativa pelo intenso processo digital através da ampliação de práticas de colaboração. Os processos de digitalização, estruturado com a expansão da comunicação sem fio, a propagação do universo da mobilidade e a eficiência dos rádios inteligentes, provocam a formação de redes, a transição do computador em máquina de telecomunicar formulados em tecnologias do séc. XX.

No século XX surgiu a tecnologia digital e com isso houve uma grande revolução na indústria, sociedade, e na economia. As formas de armazenamento e difusão foram completamente alteradas, causando debates e discussões sobre a relação da humanidade com seu passado, seu presente, e seu futuro. Os arquivos digitais podem ser copiados e difundidos, sem a garantia que permaneça a marca de um original, tornando se mais fácil o acesso a pirataria ou também o acesso à informação, ou seja, o lado bom e o lado ruim da moeda.

REFERÊNCIAS

  • AQUINO, Maria Pilar. A teologia, a igreja e a mulher na América Latina. 1ª edição. São Paulo, SP. Paulus, 1997.

  • BURGESS, S.; SIEVERTSEN, H. H. Schools, skills, and learning: The impact of COVID-19 on education. VOX CEPR Policy Portal. Disponível em: < https://voxeu.org/article/impactCOVID-19-education>. Acesso em: 21 out de 2021.

  • CASTILHO, Auriluce Pereira; BORGES, Nara Rubia Martins; PEREIRA, Vânia Tanús. Manual de metodologia científica. Goiás: Ulbra, p. 10-11, 2011.

  • CONFERÊNCIA do Episcopado Latino. Conclusões da IV Conferência do Episcopado Latino-Americano em Santo Domingo. São Paulo, SP. Paulinas, 1992.

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Padre Antonio Augusto Dornelas de Andrade é sacerdote da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Mestrando em Educação pela Universidad Columbia del Paraguay. 


 

Novas tecnologias da informação, o ser humano e a Igreja
Micheli Ferreira - Promocat
14 janeiro, 2022
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