Somos discípulos

Forme agentes de pastoral no modo de Jesus

POR RODINEI BALBINOT

 Ninguém nasce agente de pastoral. Tudo aquilo que somos ou podemos ser acontece por meio de uma construção pessoal e coletiva. A vida é uma construção. A educação e a formação são duas das grandes ferramentas que auxiliam nessa obra. O mestre de obras de nossa reflexão sobre a formação de agentes de pastoral é Jesus de Nazaré.

Em várias passagens dos textos evangélicos Jesus justifica suas ações dizendo, “fiz isto para que vocês…” Este ‘vocês’ se refere aos discípulos. A missão é formar os discípulos por meio da própria ação, escuta, convite, explicação, interpelação, oração, celebração e da prática.

 Aspectos importantes para a formação de agentes

Convite

Há convites bem diretos e sem rodeios. É o caso dos quatro primeiros discípulos – Simão, André, Tiago e João – no evangelho de Marcos 1, 16-20. Há convites espontâneos. Alguns se auto-convidam. Para estes é preciso questionamento. Exemplo disso são os dois discípulos de João Batista que seguem Jesus sem serem convidados (Jô 1,36-39). Jesus é quem pergunta: “Que estais procurando?”. Vinde e vede’, diz Jesus.

 Jesus convida para o seguimento. É um convite aberto para um caminho a ser feito, porque aquilo que se propôs é real, concreto, existente e pode ser visto. Tem o sentido de experiência, de degustação: “provai e vede como o Senhor é bom”.

 Escolha

Se o convite aparece como algo mais rápido e normal, com a escolha não acontece o mesmo. Antes da escolha dos doze, Jesus foi para a montanha e passou a noite inteira em oração (Lc 6, 12-16). A escolha exige reflexão, meditação e o confronto com os critérios da missão. Escolher é algo mais exigente que convidar.

 Envio

Quando confiou a missão aos doze e aos setenta e dois, Jesus deu várias instruções. Inicia, então, um processo formal de formação com os discípulos.

 Formação

O processo de formação dos discípulos é gradual e permanente. A proposta do seguimento carrega junto dela a exigência de estar a caminho, junto com Jesus. O aprendizado vai acontecendo na presença, na observação, na escuta, na pergunta, na revelação do que pensam, no conhecimento da ação do enviado do Pai.

 Logo, tais pressupostos motivam para que a formação dos agentes sirva de modelo para novos exercícios pastorais criativos. Isto implica uma atitude relacional com os ensinamentos de Jesus Cristo, e todos se tornam discípulos na edificação da Igreja atuante e renovada na missão evangelizadora.

 6 passos do processo de formação dos agentes

1. O convite é aberto, mas já supõe questionamento;

2. A escolha é mais cuidadosa e exige critérios;

3. Os critérios estão diretamente relacionados à missão. Valem tanto para Jesus como para os discípulos;

4. O envio supõe formação, que acontece no confronto continuado da prática com a vontade do Pai, porque nossa referência é a Palavra de Deus;

5. Os que optam pelo seguimento e são escolhidos, instruídos e enviados estão constantemente à prova dos critérios da missão;

6. O planejamento e as, confiando a eles a miss-os sinando-os, deixando-os sdo  necessitam estar sempre em discuss avaliação tornam-se práticas cotidianas e continuadas.

 Rodinei Balbinot é Mestre em Educação pela Universidade de Passo Fundo, foi diretor e gestor do Instituto de Teologia e Pastoral de Passo Fundo – RS.

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