Gestão à luz dos números

“…Duvidemos também das próprias evidências científicas e das verdades matemáticas! Mas quê? Não é verdade – quer eu sonhe ou esteja desperto – que 2 + 2 = 4? Mas se um gênio maligno me enganasse, se Deus fosse mau e me iludisse quanto às minhas evidências matemáticas e físicas?…” René Descartes

 POR SANDRA DE ANGELIS

Questionar verdades absolutas, rever modelos operacionais, olhar além dos limites de seu próprio entorno, foram prescritos pelo filósofo René Descartes, em meados do século XVII. O modelo de olhar para fora, de acreditar nos números e de pensar por meio de métodos e procedimentos, é clássico e vem sendo pregado a cada aluno que ocupe um banco decente de universidade na área da Administração de Empresas até hoje. Para Marcelo Gonçalves, administrador de empresas e consultor experiente, entretanto, da teoria das melhores práticas às suas aplicações, há muitos percalços. “O empresário brasileiro, em situações muito recorrentes, tem uma visão “egocentrada” de seus negócios. Eles dizem para a gente: ‘Eu conheço esse mercado há muito tempo, meu pai já trabalhava com isso e desta forma há mais de 20 anos etc, e também conheço o perfil do meu cliente e dos meus concorrentes…’ , e daí começa uma novela que, se não houver uma mudança do pronome “Eu” à frente dos verbos, muitos deles caminharão para a falência na primeira pessoa”, ironiza o consultor.

 O planejamento estratégico, segundo Gonçalves, não pode ser validado, se não houver embasamento em dados e informações. “E o grande amigo dessa valiosa ferramenta de administração é a pesquisa, a consulta de campo, a coleta de dados e números, um processo que deve ocorrer de dentro para fora da organização, seja ela de que porte for. E mais, tem de ser recorrente, porque tudo hoje muda muito rápido”, defende Gonçalves, lembrando que verdades comprovadas no ano passado nem sempre valerão para o ano que vem.

 Para o professor Jean Jacques Salim, especialista em Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento (GC) da FGV/EAESP, as organizações centenárias costumam apontar alguns fatores explicativos de sua longevidade, entre eles, a visão de longo prazo, a coerência e manutenção de uma cultura forte, uma filosofia empresarial bem estabelecida e, portanto, duradoura. “O que se vê aí é a presença de elementos permanentes. Por outro lado, sabemos que as tecnologias e o comportamento dos agentes de mercado mudam, exigindo que o empresário ou empreendedor reavalie suas práticas e processos de tempos em tempos”, analisa.

 Mesmo que bem-sucedidos no passado, os sistemas e métodos, os produtos e serviços, estão expostos ao fenômeno da obsolescência. É verdade que grande parte das mudanças é de caráter incremental, mas a filosofia da melhoria contínua deveria ser tratada com mais atenção pelos conservadores ou adeptos do “não se mexe em time que está ganhando”.

Quando uma organização desenvolve pesquisas, está, de fato, buscando obter dados e informações que irão alimentar o modo de pensar das pessoas que nela atuam, com vistas a algum resultado aplicativo. “Por acreditar nessas premissas que considero o personalismo prejudicial, na medida em que poderá neutralizar a rica fonte de diversidade geralmente presente nas organizações. E a GC será tão mais efetiva, quanto for capaz de privilegiar a inteligência coletiva, a atuação em equipes e as visões multidisciplinares”, defende o Prof. Salim.

 Oxigênio

 A pesquisa é o “oxigênio” para dar sustentabilidade a qualquer projeto de gestão. “Não adianta desenhar um planejamento estratégico sem uma boa base de pesquisa que dê o suporte ao projeto”, igualmente defende Silvia Facciolla, que dirige a Alfaiataria de Negócios, empresa de  consultoria estratégica e marketing de comunicações. “A matéria-prima do meu trabalho é a pesquisa, porque não importa ao cliente ou ao mercado o que “eu” possa vir a pensar a respeito deste ou daquele negócio. O fato é que as respostas às perguntas que eu preciso fazer, na maioria das vezes, estão fora da estrutura organizacional”.

 Silvia é economista e pós-graduada em finanças. Sempre trabalhou em pesquisa, orientada em ciências sociais e estudos econômicos, nas áreas de marketing e vendas em empresas de tecnologia. Antes de empreender em consultoria, esteve inúmeras vezes no papel de “contratante de pesquisa” e, hoje apregoa com propriedade, conhecer o mercado dos dois lados do balcão. “Nas empresas onde trabalhei, inclusive na gigante Microsoft, ninguém gostava de mexer com banco de dados, mas eu sempre gostei e foi o que fiz durante muito tempo, pois para mim, era matéria-prima e de valor”.

 Do outro lado do balcão e diante desses novos tempos, a consultora observa que até há pouco tempo, a propaganda era a base da construção de uma imagem. “O marketing direto, de relacionamento e etc, eram considerados abaixo da linha de interesse das agências especializadas”, lembra, “mas agora o rumo da história mudou”. Os recursos a serem investidos na propaganda clássica, por exemplo, vêm minguando e é hora de focalizar no público-alvo, exigindo prioridade e assertividade nas ações. “Se os reais objetivos e focos organizacionais não forem efetivamente o grande alvo, haverá perdas de receita e energia, não só no marketing, mas em todas as frentes estratégicas de gestão, que podem comprometer os processos”, alerta.

 O professor Dilnei Lorenzi, secretário executivo da ANEC – Associação Nacional de Educação Católica, entretanto, faz um contraponto. “Não podemos nos tornar escravos de planejamentos, pois eles estão a nosso serviço, e não o contrário. Nesse sentido, a intuição deve ser contemplada como elemento de gestão. A história das grandes corporações também está cheia de sucessos oriundos de ações puramente intuitivas”. Mas o professor Lorenzi atribui que o sucesso de ações intuitivas deve passar também por aspectos de parametrização. “Não podemos crer que a intuição seja algo a ser aplicado de qualquer forma. É sadia na gestão, na medida em que seja possível estabelecer um vínculo com um método, com a realidade e com a demanda existente”.

 Fundada no final do ano de 2007, a  ANEC é uma fusão de três instituições – AEC do Brasil, ABESC – Associação Brasileira do Ensino Católico  e ANAMEC – Mantenedoras de Educação católica. “Eram três instituições que defendiam os mesmos objetivos, em prol da educação católica, e dividíamos as forças”, explica Lorenzi. Nesse contexto, assim que a fusão se configurou, o novo organismo representativo do ensino católico lançou mão de uma pesquisa direta  e foi perguntar às associadas, o que elas esperavam de uma associação representativa. “Novas ações de gestão no início sempre são marcadas por um certo desconforto. Mas o importante é tecer a meta e procurar não fugir dos propósitos delineados”, descreve. “Em junho último, quando realizamos essa pesquisa obtivemos um retorno valioso. Descobrimos elementos dentro do nosso universo que não tínhamos clareza de como trabalhar, e essa etapa foi superada”, relata. Segundo Lorenzi, na medida em que há uma aproximação do público-alvo, as ações tornam-se mais eficientes.

 A ANEC nasceu congregando 372 mantenedoras associadas de Educação, Saúde e de Assistência Social, sendo 63 instituições de Educação Superior, 1.400 escolas de ensino fundamental e médio, abrangendo quase 1.500.000 alunos e 88.000 professores e funcionários.

 Mas o cenário hoje exige estabelecer uma outra distinção importante no que se refere às formas de conhecer. Nesse sentido, há o senso comum, os mitos, as crenças, a filosofia, as artes e a ciência. Na gestão das organizações, essas várias formas de conhecer estão presentes. “Mesmo que o conhecimento científico seja reconhecido como o mais recomendável, por ser o mais rigoroso, etc,  na prática, sabemos que o senso comum, derivado da experiência, intuição ou palpite, assim como os mitos e as crenças, povoam as decisões gerenciais. Muitas vezes as artes estão presentes”, observa o Prof. Salim. “São comuns as referências à ‘arte’ de vender, à ‘arte’ de administrar conflitos, à ‘arte’ de prospectar o futuro”.

 E o Prof. Dilnei Lorenzi encerra a discussão com uma menção bíblica: “Quando falamos de Gestão e Planejamento Estratégico gosto muito de uma passagem de Jeremias (31,21) que diz: ‘Marca tua trilha, baliza teu percurso, presta atenção à rota, ao caminho por onde andas’. Penso ser algo inspirador para nortear nossas ações no que diz respeito aos processos de gestão no cotidiano”.

 Era do Conhecimento

Há cerca de 10 anos a ‘Gestão do Conhecimento’ tornara-se uma disciplina ou área de interesse, surgida com esse nome (em inglês Knowledge Management ou KM), com o objetivo de fornecer aos administradores modos de pensar e agir mais condizentes com as demandas da chamada Sociedade do Conhecimento.

Para o professor Salim, o  porte da organização não é um fator decisivo para a prática da GC, até mesmo porque porte é algo que pode ser definido de inúmeras maneiras. “GC deve ser um processo constituído de políticas e ações concebidas para possibilitar o máximo aproveitamento do conhecimento organizacional, com o fim de atingir e sustentar elevados níveis de desempenho”, esclarece”. Enquanto processo, deve ser articulado, intencional e alinhado com os propósitos maiores da organização”.

 Censo Anual da Igreja

 O Censo Anual da Igreja Católica, que está em curso e deve ter seus dados tabulados até meados de fevereiro próximo, começou a ser realizado em 1962, justamente com esse objetivo. “Sentíamos a falta de informações, obtidas por meio de metodologias sob a ótica da Igreja, para trabalhar”, relata Padre Nivaldo Pessinatti, diretor do CERIS – Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. “E até 2005, quando realizamos o último levantamento,  conseguimos somar, além de valiosos números, uma lógica  que vem abastecendo o setor de informações muito mais precisas, pois a cada pesquisa, há um avanço e aprimoramento. Pesquisa e credibilidade têm de andar juntas”, argumenta Pe. Pessinatti.

 O CERIS, nesses 46 anos, tornou-se  fonte de consulta para todo e qualquer questionamento que diga respeito à Igreja. Organizações internacionais como a Misereor e Adveniat, ao desenharem seus projetos em relação às comunidades no Brasil, vêm ao CERIS buscar os parâmetros referenciais, ou seja, “a pesquisa torna-se a fonte, onde não só a Igreja, mas toda a sociedade, vem  buscar elementos para a realização de projetos, planos e ações”, complementa o padre.

 Previsibilidade

 A adoção de posturas e meios para separar o prioritário do importante, o duradouro do efêmero, o essencial do acessório, torna-se crítica para livrar as organizações da fadiga informativa. “Mais vale uma cabeça bem-feita, do que uma cabeça cheia, resumiu com clareza o pensador francês Edgar Morin”, reforça Salim.

 O engenheiro Cristiano Cecatto, mestrando em Estratégia, Organização e Gestão de Operações pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo (SP), defende que toda organização pode melhorar o desempenho se conseguir prever seu ambiente, antecipar problemas e desenvolver planos, no sentido de encontrar soluções para essas antecipações. “Isso só é possível se eu for buscar as informações relevantes sobre o que se quer tratar em um banco de dados ou sistema de informações, que contenha dados sobre regulamentações governamentais, indicadores demográficos, recursos disponíveis  e até elementos que digam respeito aos concorrentes”, descreve. “O que implica dizer que a empresa deve ter um banco de dados nutrido e atualizado!”.

 Para Cecatto, a escolha adequada do método pode ser mais fácil se seus fundamentos forem conhecidos, “pois quanto mais eu souber a respeito do método, mais acertada poderá ser a minha escolha”, fundamenta o engenheiro. E propõe um organograma:

 a) Na medida em que os dados possuem padrões determinados deve-se identificar um modelo que capte a maior parte dos padrões inerentes a esses dados, assim, a possibilidade de erro será menor;

b) Ao definir o melhor modelo, objetiva-se minimizar o máximo possível, a possibilidade de erro, e entender que a  precisão exata não é possível e nem necessária;

c) Nem sempre o modelo mais sofisticado é o melhor. O gestor deve começar por modelos simples e ir avançando para os mais complexos, conforme a necessidade da previsão;

d) O acompanhamento do desempenho de cada modelo deve ser constante, pois com as recorrentes alterações de mercado, os padrões dos dados alteram-se também, abrindo a necessidade da escolha de um novo modelo.

Informar-se adequadamente pode ser vital para a sobrevivência organizacional. Ao reiterar o discurso de Cecatto, o professor Salim descreve que são amplos os exemplos de empresários que subestimaram os efeitos das mudanças que estavam ocorrendo no seu macroambiente e acabaram vendo seu negócio minguar. “A Gestão do Conhecimento pode prover as bases para um maior aproveitamento de dados, informações e conhecimentos de uma ampla gama de fontes, internas e externas, como funcionários, clientes, parceiros, fornecedores e até mesmo, de concorrentes. Saber ler sinais e identificar sintomas antecipadamente – ou tempestivamente – tem sido um fator crítico para o sucesso de muitos empreendimentos”.

História

 A necessidade de buscar elementos externos para depois aplicá-los nos processos de gestão e outras ações, no Brasil, existe desde os tempos do Império. As primeiras tentativas de fazer um censo no país datam de 1852, mas sua realização só foi possível 20 anos depois. Este, inclusive, foi um dos valores resgatados pelo governo provisório, depois de proclamada a República. Esses dados estão em um compêndio de quatro volumes produzido pelo professor Nelson Senra, Doutor em Ciência da Informação (ECO / UFRJ), Mestre em Economia (EPGE / FGV), e Economista (UCAM), pesquisador no Centro de Documentação e Disseminação de Informações – CDDI / IBGE e Professor no Mestrado em “Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais” da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE / IBGE.

 “O governo provisório da República resgatou, de pronto, a Diretoria Geral de Estatística (DGE), órgão oficial de estatística na época do Império, mas não houve manutenção em relação à rotina de pesquisa. Erros decorrentes da transição também acabaram sacrificando a elaboração das estatísticas”, relata o professor Senra.

 Em 1890, conforme o previsto na legislação monárquica, um novo censo foi realizado no país, mas foi considerado um fracasso. No levantamento feito  10 anos depois,  em 1900, também a partir dos preceitos constitucionais da República, entretanto, os resultados seriam ainda piores. O Censo de 1910 foi cancelado,  bem como o de 1930.

 O único censo geral, de real valor, feito nesse período foi o de 1920, sob a direção de Bulhões Carvalho. “Ele foi uma obra de fato monumental”, descreve Senra. A Igreja, segundo relato do pesquisador, teve uma participação muito importante na ocasião, onde o Cardeal Arcoverde, não mediu esforços para conseguir a adesão dos fiéis, no atendimento da pesquisa. “Ele orientou todos os párocos do país a falarem sobre o Censo em suas homilias, estimulando a população a bem atender aos entrevistadores”.

 Tecnologia

O próximo Censo no Brasil, será realizado em 2010 e já foi noticiado que as novas tecnologias estarão plenamente a serviço deste. São 200 mil agentes censitários que percorrerão 58 milhões de domicílios. Esses profissionais terão a vida mais facilitada do que nunca, já que usarão questionários eletrônicos e computadores portáteis, os  PDAs (Personal Digital Assistants), além de contar com orientação por GPS (Global Positioning System). O uso de geotecnologias e de imagens de sensoriamento remoto e fotos obtidas por meio de mapeamento aerofotogramético são altamente vantajosos para garantir a precisão da pesquisa.

 Os PDAs vêm sendo usados no meio corporativo há pelo menos oito anos, quando ainda não havia os recursos de conectividade e alcance dos dias de hoje. Mas softwares desenvolvidos a partir dos computadores de mão desde então, já “entendiam” o conceito de capilaridade aplicável a qualquer ação de campo, como monitoramento de operações em grandes ambientes industriais ou pesquisas como é o Censo, propriamente.

 Há cerca de dois anos, pesquisadores da UNESP de Bauru (SP), a 200 km da Capital, desenvolveram um software para ser aplicado aos PDAs dos pesquisadores da Faculdade de Medicina de Botucatu, também no interior de São Paulo. Leandro Jekimim Goulart, que fez parte do desenvolvimento do software, explica os objetivos e valida sua  importância para a qualidade da pesquisa realizada. “No caso de Botucatu,  há uma determinada pesquisa que é feita a cada três anos,  em um grupo de idosos da região. O cadastro com essas pessoas dá condições de um levantamento do quadro de saúde deste universo pesquisado,  embasando a experimentação científica. Com o software que desenvolvemos e os baixos custos dos PDAs, o ganho qualitativo foi muito grande”. Segundo Goulart, o trabalho de preencher os formulários em campo e depois ter de digitá-los demandava grandes esforços e abria flancos para erros. “Sabemos que as pesquisas recorrentes alimentam o processo de desenvolvimento científico, adequando as métricas. Com isso, gera-se alguns resultados e ao longo do tempo e obtêm-se  apoio estatístico que permitirá dar validade a todo esse investimento”, defende. O acadêmico reitera que os dados obtidos por meio dessa pesquisa podem ser replicados em quaisquer outros ambientes, com elevada contribuição à saúde pública.

 TOP de linha

Para saber o que acontece em campo, o que pensa o público-alvo, como se comporta o indivíduo, a Tobii, empresa sueca, já desenvolve hardwares (máquinas) e softwares (programas) capazes de mensurar a leitura do movimento ocular, ou seja, a íris da pessoa que está diante da tela, sendo possível obter um relatório analítico de quais elementos causaram maior ou menor impacto sobre o indivíduo pesquisado.

 Na Europa e Estados Unidos seus produtos começam a ser comerciados, em sua maioria, para fins de pesquisa. A gerente de Marketing da empresa, Anna Ahlbaum, conta que o “estúdio” denominado Eye Tracking, que compreende um hardware e um software, foi lançado em 2007 e desde então, tem sido o sonho de consumo para as áreas de marketing e pesquisa. “Com o  Eye Tracking” é possível captar as emoções do indivíduo pesquisado e em tempo real. A partir de tais elementos, certamente será possível desenvolver melhores produtos com o auxílio da análise de seu comportamento e a mensuração correta disso, como já ocorre, por exemplo, em testes de usabilidade aplicáveis no desenvolvimento de sites”,  descreve.  Mas Anna bem lembra que, mais do que benefícios às áreas de marketing e pesquisa, o Eye Tracking é absolutamente útil no campo das tecnologias assistivas, para benefício de usuários com paralisias ou deficiências nos movimentos. “Pessoas com deficiências que as limitem os movimentos das mãos farão uso valioso dele”.

 Importância do Censo

A palavra Censo vem do latim “census”, que quer dizer “conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação etc”. O Censo mais antigo registrado na História data de 2.238 a.C., na China. Na Bíblia, há diversas citações referentes à realização de censos. Por exemplo, São José e a virgem Maria saíram de Nazaré, na Galiléia, para Belém, na Judéia, para responder ao censo ordenado por César Augusto, já que as pessoas tinham de ser entrevistadas no local de sua origem. Jesus nasceu nesse momento. 

A Promocat Marketing de Serviços é a empresa responsável pela realização do Censo Anual da Igreja Católica, em curso até fevereiro de 2009. O CERIS, instituição para a qual a empresa deverá concluir essa missão de tal relevância para a Igreja, alerta para a importância de todos os responsáveis pelas paróquias e casas religiosas em contribuírem com esta pesquisa, pois quanto mais dados e informações for possível arregimentar, mais elementos de valor poderão retornar às casas e à obra católica que é realizada no Brasil e também, no mundo. O CERIS é a fonte onde a sociedade, católica ou não, vai buscar informações sobre a Igreja, no Brasil.

Sandra de Angelis é Assesssora de Imprensa da Promocat Marketing Integrado, Jornalista responsávele pela revista Paróquias & Casas Religiosas.

Contato: sandra@edgemidia.com.br

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