Difusão da Boa Nova

Favoreça em sua paróquia uma comunicação inovadora

 POR PE. EVALDO CÉSAR DE SOUZA, CSSR

Nesse ano de 2009, seguindo tradição de algumas décadas, o Papa Bento XVI propôs o tema para o dia Mundial das Comunicações, celebrado em todas as comunidades no dia 24 de maio: “Novas tecnologias, novas relações: promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. Um olhar imediato sobre o tema proposto nos oferece a perspectiva com a qual a Igreja relaciona-se com o tema da comunicação social – existe a percepção de que o mundo desenvolve diariamente, e de modo efetivo, novos meios de difusão de mensagens, materializados em redes comunicacionais cada vez mais complexas e em aparelhos cada vez mais sofisticados.

Novas formas de comunicar

 De outro lado, a Igreja, “mestra em humanidade”, não deixa de perceber o alcance simbólico e cultural desse desenvolvimento técnico. Todo meio de comunicação traz em si novas mensagens e um novo modo de lançar nosso olhar sobre o outro. Há uma lógica conceitual clara: já que comunicar é relacionar-se, no processo de transformação dos meios e modos de comunicar, temos necessariamente um novo processo de relacionamentos.

Obviamente a Igreja não mais detém a dinâmica da comunicação formal, ou seja, sua presença será sempre de uma voz que clama no meio de tantas outras. Houve um tempo em que o monopólio dessa formalidade comunicacional era guardado em locais seguros, nas grandes bibliotecas e nos interiores dos claustros. Hoje, meios e conteúdos multiplicam-se, pululam e são disseminados em todas as esferas sociais. Esse fato, que fica cada dia mais nítido faz com que a Igreja e nós, cristãos, obriguemo-nos a entender esses processos, conhecer os meios, aprimorar a técnica e produzir bons conteúdos que reforcem o mandato a que fomos chamados: proclamar a Boa Nova do Reino de Deus. Aliás, cabe aqui um pensamento: ao ler os Evangelhos não nos parece que Jesus dominava muito bem as técnicas de comunicação de seu tempo, sobretudo a força da oralidade? E não nos parece que, mais do que dominar a técnica de falar, Jesus tinha algo significativo para dizer àqueles que o ouviam?

Dicas para a Pastoral da Comunicação

São muitos grupos atuantes, criativos e cheios de desejo de fazer sempre o melhor para que o Evangelho seja difundido. Mas observando certos grupos, sugiro alguns métodos importantes para que cada grupo busque se fortalecer e aprimorar a comunicação em sua comunidade. São orientações que ajudarão na composição de uma pastoral atuante e inovadora. Para isso, basta seguir esses três aspectos fundamentais:

  1. Adquira conceitos de comunicação integrada;
  2. Técnicas de elaboração de conteúdos para meios específicos, como impressos, rádios e televisão, domínio instrumental de aparatos tecnológicos básicos, linguagem apropriada;
  3. Interesse e o reconhecimento – moral e financeiro – dos padres, bispos e coordenares das comunidades e dioceses.

É preciso dizer com todas as letras: no mundo da comunicação social somente a boa vontade não resolve. Talvez seja um ingrediente fundamental, mas não sustenta um trabalho sério de uma Pastoral da Comunicação.

2 caminhos práticos

1º passo: mostrar aos responsáveis da comunidade que não há futuro para a fé se não houver investimento – humano e material – na comunicação em nossas comunidades e na Igreja como um todo.

 2º passo: aos agentes de pastoral da comunicação cabe buscar o aprimoramento técnico e, obviamente, o desenvolvimento da criatividade.

Enfim, nada disso valerá se não tivermos clareza da mensagem a ser comunicada!

 Pe. Evaldo César de Souza, CSsR é Missionário Redentorista, Graduado em Jornalismo pela FATEA, Diretor de Produção da TV Aparecida e apresenta o programa Bem-Vindo Romeiro na mesma emissora.

Contato: pe.evaldo@tvaparecida.com.br

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