Assuma o desafio e busque novas posturas para o bem da comunidade
POR CÔN. EDSON ORIOLO
O Documento de Aparecida fala sobre a conversão pastoral. A conversão pastoral requer que as comunidades, pastorais sejam comunidades, pastorais de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, mestre e pastor. Mas essa conversão pastoral exige que saiamos de uma pastoral centrada na conservação do passado para uma pastoral decididamente missionária (DAp 368-370).
De acordo com o Documento, a Igreja tem a missão de anunciar a Boa Nova da dignidade humana (DAp 104-105), da vida (DAp 106-113), da família (DAp 114-119), da atividade humana: trabalho, ciência, tecnologia (DAp 120-124), do destino universal dos bens e da ecologia (DAp 125-126) e do continente da esperança e do amor (DAp 127-128).
Para a sociedade urbana vencer tantos desafios é preciso um estilo pastoral adequado que atinja as pessoas por meio de práticas pastorais e estruturas evangelizadoras (CNBB 87,9).
É importante que os leigos possam repensar, organizar, comandar, coordenar os paradigmas para adaptar aos ambientes da globalização, da informatização, organização virtual com a responsabilidade de anunciar Jesus Cristo, sua vida, obra, reino e mistério dentro do discernimento, da tomada de decisão, do planejamento e da execução (DAp 371).
Atitudes renovadas
Para tornar realidade fazem-se necessárias mudanças de mentalidade, atitude, comportamento, formação, preparação e estruturas para que a ação evangelizadora possa produzir frutos.
É certo que mudanças sempre ocorrem. O que nos afeta é a própria natureza da mudança, isto é, a mudança de mentalidade das lideranças, que nos obriga a pensar o futuro de modo diferente e a não ficar à espera de que as coisas andem por si. A mudança é uma excelente oportunidade para rever aspectos que já estão ultrapassados, mas que a inércia vai mantendo, sem qualquer interesse para a pastoral. A mudança é sempre difícil para qualquer pessoa, principalmente para as forças vivas da paróquia. Toda mudança é difícil, mas gera crescimento. Quem não muda, não cresce. Além disso, a própria paróquia ganha com a renovação.
Atualmente as nossas cidades estão crescendo e ocorrendo mudanças de grande diversidade de pessoas, ideias, religiões, culturas, modos de viver, profissões, atividades, projetos, partidos, lojas, etc. Muitos procuram os centros das cidades para fazer compras, buscar atendimento médico, odontológico, efetuar pagamentos ou para qualquer outro fim de caráter utilitário. Os centros das cidades facilitam o acesso aos meios de transporte coletivo, escolas, hospitais, agências bancárias, lazer, teatro e a um riquíssimo comércio.
Uma pastoral atuante
A Pastoral Urbana se dá quanto a Igreja entende esse desafio de evangelizar e assume um compromisso a serviço da transformação da cidade em “Cidade Santa”, mediante a proclamação e a vivência da Palavra, a celebração da Liturgia, a comunhão fraterna e o serviço, especialmente aos mais pobres e aos que mais sofrem. Dessa forma, vai transformando em Cristo, como fermento do Reino, a cidade atual (DAp 516).
Com essas motivações, temos que fazer de nossas paróquias um lugar privilegiado de evangelização, de encontro, de alegria, de conforto, de acolhida, de encorajamento e de expressão da comunhão e participação eclesial; um ambiente propício à reflexão e à escuta orante da Palavra de Deus, onde tudo leva o cristão à vivência dos sacramentos.
Nesse sentido, acredito que o marketing é um grande instrumental para ajudar na evangelização. Ajuda a identificar desejos e necessidades por meio de pesquisas e oferece uma das melhores formas de satisfazer a evangelização.
Para que isso aconteça com eficácia necessitamos de mudanças na forma de administração da paróquia e na organização dos atendimentos, mas não perdendo a missão de Jesus Cristo e da Igreja.
Algumas experiências vivenciadas e correspondidas na Paróquia da Catedral de Pouso Alegre-MG:
Secretaria Paroquial
Informatizada e funcionando ininterruptamente o dia todo (sugestão das 8hs às 20hs). Isto a fim de que também quem trabalha possa dispor do horário do almoço e de outros horários para procurar o escritório paroquial e resolver assuntos ligados à vida sacramental e pessoal em um verdadeiro ambiente de acolhida.
Missas em horários alternativos
Manhã – Meio Dia – Tarde. Em meio ao “corre-corre”, à rotina e à ausência de silêncio, a paróquia deve proporcionar a oportunidade de uma profunda experiência pessoal e comunitária com a participação da Celebração Eucarística. Isto é alimentar a mística na vida das pessoas.
Atendimento
Os sacerdotes devem encontrar horários alternativos para um melhor acolhimento dos fieis. Ser hospitaleiro e receber bem as pessoas com intuito de ajudá-las e integrá-las nas celebrações, paróquias, comunidades, pastorais para que sejam membros vivos e atuantes do Povo de Deus.
Benção dos objetos e das pessoas
Celebrações durante o dia para abençoar pessoas, seus pertences e realizações. Ao resgatar este sacramental, podemos ampliar os ministérios leigos e animar a organização e participação dos leigos em todos os níveis da igreja paroquial.
Hora Santa
Durante a semana criar momentos para adoração a Jesus Eucarístico. Um exercício de piedade para que as pessoas tenham um grande amor à Eucaristia e possam reconhecer os seus dons e carismas colocando-os a serviço do Reino e da Igreja.
Côn. Edson Oriolo é Mestre em Filosofia Social, Especialista em Marketing e Pároco da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre/MG.
Contato: edsonoriolo@uol.com.br














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