Entenda a administração participativa e compartilhe decisões
POR PE. JOÃO MARIA DO NASCIMENTO
A utilização das ferramentas da administração nos tempos modernos deve nos levar a tomada de decisões visando um planejamento participativo. Na atividade pastoral, por exemplo, isto pode ser observado nas paróquias que anualmente estabelecem metas com base no planejamento diocesano anual, que por sua vez, têm como direcionamento as linhas de ações apresentadas pela CNBB.
Com base nesse conceito, entende-se que, o modelo participativo é um processo de liderança que implica em confiança entre superiores e subordinados, de forma que todas as pessoas são motivadas a participação. Nesse processo as informações circulam livremente em todos os sentidos, porque as pessoas interagem entre si, influenciando nas tomadas de decisões, e definindo metas a serem cumpridas, sem que haja necessidade de controle de uns sobre os outros. Nesse sentido, cada um exerce o seu autocontrole gerando, assim, um clima harmonioso onde todos produzem com qualidade e responsabilidade.
O exemplo
No modelo de Administração Participativa, predominam a liderança, a disciplina e a autonomia. Nas organizações que adotam esse modelo, as pessoas são responsáveis por seu próprio comportamento e desempenho, daí podemos nos perguntar: qual Igreja queremos no futuro?
Os líderes são responsáveis pelo bom andamento da ação de pastoral. Os agentes de pastoral, de um modo geral, devem estar abertos às mudanças, pois caso contrário, não pode haver uma ação eficaz no processo de participação e gestão, na elaboração dos objetivos e sua execução, porque todos devem estar envolvidos, vestindo a camisa, participando de todo o processo inerente a Administração Participativa.
Atingir metas
Sendo assim, evidencia-se que administrar a Igreja de forma participativa consiste em compartilhar as decisões que afetam a mesma, não apenas com os agentes de pastoral, mas também com todos que freqüentam a assembléia quer cotidiana ou dominical. A meta da administração participativa é construir uma organização participativa em todas as interfaces, a princípio por intermédio dos agentes de pastoral, depois com toda assembléia, mostrando-se conscientes que em uma ação de pastoral, se pode agir e tomar decisões, onde cada um tem a sua importância naquilo que faz e o executa, assim serão reconhecidos por serem excelentes no que praticam, que é evangelizar: missão primeira da Igreja e vocação de todo batizado.
Por isso, quando se tem uma Administração Participativa em uma organização, há uma mudança positiva, tanto na sua estrutura organizacional, comportamental, quanto na visão sistêmica da organização. Logo, elaborei alguns passos que norteiam este modelo de trabalho, para que haja uma intensa valorização da participação de todos nas paróquias e comunidades.
5 benefícios da administração participativa
1. Desenvolvimento expressivo;
2. Participação eficaz dos agentes de pastoral;
3. Distribuição eqüitativa de responsabilidade e dos resultados;
4. Sustentação do diálogo e respeito às diferenças individuais;
5. Bases sólidas para as tomadas decisões.
Pe. João Maria do Nascimento é Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima da Arquidiocese de Natal – RN. Bacharel em Administração de Empresa, MBA em Gestão de Pessoa e Formação de Competência.














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