Um direcionamento aos objetivos e rumos projetados
POR ELENITA DELAMÉA
A fase executiva do plano se constitui no alicerce para a tomada de decisões gerenciais e para as fases da elaboração orçamentária, além de ser instrumento eficaz de coordenação das atividades-fim e atividades-meio das dioceses e paróquias. Constitui-se também em meio e instrumento eficaz de controle do andamento das atividades previstas e do andamento da execução orçamentária. É na fase de preparação desses planos setoriais em geral que a elaboração dos orçamentos diocesanos e paroquiais encontra os elementos de base para suas apreciações.
Esses instrumentos de administração, se bem concebidos e aplicados, são eficazes porque portadores de alguns elementos técnicos/operacionais e de um conteúdo administrativo que respondem e estão na base de algumas questões gerenciais, como: o que fazer, quando fazer e como fazer algo, quanto custa, qual o custo/benefício e quais as prioridades, entre outros aspectos. Inclusive, permitem a avaliação tanto do que se fez e do que se deixou de fazer num determinado período, como do resultado atingido, do previsto e do que foi deixado de atingir, como, quando e qual o melhor momento de realizar alguma coisa, e assim por diante.
Os planos e orçamentos, assim como o controle e a avaliação de resultados, quando bem elaborados e implementados, e quando bem usados e conduzidos, convertem-se em instrumentos eficazes de administração, porque oferecem o confronto do passado com o presente, e deste com o futuro; o confronto do previsto com o realizado e o não realizado; o confronto das atividades-fim e atividades-meio com o escalonamento de prioridades, as realizações e o balanço final, entre outros aspectos.
Essa visão do passado, presente e futuro, essa autocrítica e esse balanço que os planos e orçamentos oferecem aos administradores, executores e chefias setoriais, e a todos envolvidos no processo, além de serem valioso instrumento de coordenação, são de extrema utilidade prática para todos os que operam na organização, tanto para a dinâmica funcional e operacional nas dioceses e paróquias como para a administração dessas entidades particulares que os utilizam.
Planejar e prever a dinâmica orçamentária
Existe uma exigência técnica de clareza, exatidão e ordem de prioridades nos planos setoriais e global de qualquer tipo de instituição, determinante também para os planos e orçamentos diocesanos e paroquiais; na prática operacional também existe algumas exigências administrativas. Portanto, além do processo orçamentário fazer uma leitura técnica dos planos setoriais e os quantificar, no orçamento ocorre uma previsão técnica de entradas e saídas financeiras, e uma previsão das necessidades financeiras, o que serve tanto de roteiro como de “freio” para os ecônomos (Cân. 494;1278), os administradores, e as chefias setoriais e departamentais.
A previsão orçamentária diocesana ou paroquial, embora seja uma operação eminentemente técnica, contém exigências que extrapolam o universo meramente econômico. A elaboração e a execução do orçamento exigem uma visão de conjunto dos planos global e setorial, bem como uma visão geral da sua organização e sua dinâmica funcional. Exigem também o conhecimento da causa e efeito, assim como a capacidade e criatividade para traduzir os planos e as prioridades setoriais em uma dinâmica global de funcionamento operacional de modo a encontrar formas e mecanismos para satisfazer as necessidades financeiras. É necessário também espírito empreendedor de realização e de valorização de todas as atividades planejadas, porque sem isso o orçamento, em vez de um eficaz instrumento de administração, transforma-se numa pedra no caminho de todos os que operam na organização.
Mas isso não é tudo, porque no processo orçamentário há de se dar especial atenção também aos elementos que abrangem as ações humanas desenvolvidas na entidade, tanto nas atividades-fim como nas atividades-meio, tanto nos distintos departamentos, setores e serviços como na composição e na administração da massa patrimonial da entidade. Mesmo porque, no âmbito das aziendas eclesiásticas, pela via dos orçamentos se fixam os planos de ação organizacional, de um lado, para obter os recursos financeiros que a organização necessita e, de outro para o monitoramento, a assessoria e o acompanhamento das atividades organizacionais, inclusive para o controle de fluxo de caixa e para o levantamento de dados para futuros planos econômicos. Trata-se de algo dinâmico na gestão dos bens temporais diocesanos e paroquiais, o que engloba análises, quantificação, execução, monitoramento e controle orçamentário, avaliação de resultados e projeções futuras.
Fortalecer as sugestões
É importante que a Paróquia se esforce para que o orçamento seja visto como um objetivo a ser alcançado, que sustenta e que direciona a missão da Igreja. O orçamento não é simplesmente uma reportagem do uso de recursos que a administração calcula ser necessário para que as atividades da Igreja sejam realizadas baseadas em informações de anos anteriores.
Quando se pensa em fazer um orçamento, pode ser que pensamentos exagerados invadam seu raciocínio que podem destruir os princípios fundamentais dele. Devemos sempre lembrar que nunca um orçamento deve ser enquadrado como uma camisa de força, nem uma arma. O planejamento e orçamento não foi desenvolvido para desanimar ninguém, foi formulado para atingir alvos reais e dar flexibilidade no manejo da renda. Se o orçamento é entendido de outra forma, um entendimento melhor do que é um planejamento e orçamento é preciso.
A operacionalização disso exige uma íntima correlação entre os planos e os orçamentos, entre as atividades-fim e as atividades-meio, e entre os distintos patrimônios, pois na organização católica tudo é operado e funciona como um todo orgânico.
Elenita Delaméa é autora do livro: “administração diocesana e paroquial, contabilidade eclesiástica e administração paroquial”, da Editora Loyola.














Estou precisando de um modelo de plano administrativo paroquial
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